23 de jul. de 2017

Puerpério: Menos palpites, mais apoio


Preparamo-nos para a chegada do bebê, estudamos sobre amamentação, vacinas, roupinhas confortáveis e tantas outras coisas para que possamos receber nosso bebê da melhor forma. Mas se você tem se preparado com métodos que acredita ser o melhor e vá na contra mão do que a maioria usa ou faz, prepara-se para uma avalanche de dedos apontados e críticas sem fim.

 É engraçado como as pessoas gritam RESPEITO por toda parte mas quando se deparam com alguém agindo de maneira diferente delas, criticam sem medir as palavras e acham que temos a obrigação de ouvir. Seja porque optamos por amamentar em livre demanda, usar fraldas de pano, usar um método diferente de introdução alimentar e etc.

 "Você não vai dar suco para o bebê??? Antigamente não tinha essas palhaçadas!" 

Prepare-se para isso e muito mais...

 O problema não é somente as críticas sem fim, mas o que causa isso tudo. As mães puérperas já estão passando por um turbilhão de emoções, noites acordadas, aprendizado com essa nova mulher que se tornou após o nascimento do bebê e que acaba se fechando quando é atingida por esse bombardeio. Se já é difícil sem uma rede de apoio, imagine quando se fecha pra evitar toda essa pressão?

"Ah, mas eu só quero ajudar!" "Está tão fresca!" "Não posso falar nada!"

 É preciso entender que a puérpera precisa de apoio, não de críticas e opiniões que não foram solicitadas. SE ela quiser, ela vai pedir pra quem acredita ser a fonte que vá orientá-la. Quer ajudar? Chega e lava a louça pra ela. Ajude com as roupas sujas ou prepare um almoço. Tenho certeza que é tudo que ela precisa mas não tem forças pra pedir porque sabe que se fizer, virá todo o pacote de "conselhos" desmotivadores contra o que ela vem praticando na sua nova jornada como mãe. 

 "Mas eu já passei por isso e estou vendo que ela tá fazendo errado!"

 Por que essa nova mãe tem que fazer igual a você para acertar? Você acertou em tudo mesmo? Maternidade não vem com manual de instruções, mas temos nosso instinto materno para ajudar e muito profissional capacitado para nos orientar também. Deixe essa mãe andar com as próprias pernas e confie que ela está dando o melhor. Você passou por isso um dia e conseguiu. Ela também vai. Mesmo que não seja da mesma forma que você. 

 O mais duro é ver mulheres que já passaram pela mesma situação, agir assim com outras. Cadê a empatia???

 Não precisamos viver um puerpério de solidão, só precisamos que nos apoiem e respeitem nossas decisões. Nós geramos e parimos nossos filhos. Não há sentimento mais forte! Por isso, faremos de tudo para dar o nosso melhor a eles. Confie em nós!



Um comentário:

  1. Perfeito artigo! Acho que todas nós passamos por isso né? Mais apoio, amor, sororidade e vamos parar de medir a todos com a nossa régua.

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