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22 de mar. de 2017

Relatos da Maternidade | Especial 21 de Março - Dia da Síndrome de Down

Dando continuidade as homenagens ao Dia Internacional da Síndrome de Down, hoje vocês conferem o relato carinhoso da Yasmin, irmã do lindo Davi.

Relato de uma irmã Especial

Fui sorteada para viver uma realidade difícil, a das pessoas com necessidades especiais. Para ser a irmã que o Davi precisava, eu teria que mudar. Precisava ser muito dedicada, brincar muito, estimular muito... e comemorar cada conquista. Hoje, sou a minha melhor versão. Graças a ele. Por quê? Cada caso é um caso, não quero entrar em detalhes porque com outras pessoas pode ser diferente. Só sei que pra ser irmã de uma criança especial, é preciso enfrentar muita coisa. Mas nada, nada mesmo, impede a gente de ser feliz. Quando penso em ficar triste diante de qualquer dificuldade, me inspiro nele: astral maravilhoso, sempre sorrindo! Mesmo diante de tanto preconceito e dificuldades.


Dificuldades? Sim, dificuldades. Uma criança "normal" precisa de uma média de sete tentativas para aprender algo novo. Já para uma criança com síndrome de down, esse número pode ser três vezes maior.
Eu era filha única. De repente, me vi irmã de uma criança que demorou meses pra conseguir sustentar a cabeça, outros meses para conseguir sentar e dois anos para andar. E que ainda não fala. Ok, eu sei que tudo tem seu tempo, mas não podemos negar que existem sim momentos difíceis. Além disso, crianças com síndrome de down recebem um "rótulo". Todos acham que todas são iguais, vivem do mesmo modo e fazem as mesmas coisas. E querem saber a verdade? Eu também achava antes de ter um irmão assim. E hoje eu vejo que estava completamente errada.

É um impacto muito, muito, muito grande. Quando o resultado do exame chegou em nossas mãos, não foi fácil. Desde a barriga sabíamos como o Davi seria e isso nos dava um medo muito grande. Era algo novo. E todo mundo tem medo do desconhecido.

Muitas mães que passam por esse momento entram em depressão. Elas não estão rejeitando a criança, mas não sabem como lidar com tudo isso. Muitas optam pelo aborto simplesmente por conta desse medo. Minha mãe, aliás, foi indicada a uma clínica clandestina. A médica dela da época disse que seria melhor abortar e fez uma pressão gigantesca dizendo que esse era o caminho que minha mãe deveria seguir.

Por essa pressão psicológica MUITAS famílias passam (se algum profissional fizer o mesmo com você, denuncie!). Todo mundo diz que é difícil, que você não saberá lidar com essa situação, que você não tem preparo pra isso, que seu marido não ficará ao seu lado...
Foram tantas coisas que ouvimos!
Mas hoje eu quero dizer que você é capaz, sim! Que você consegue dar conta, sim! Nós conseguimos!


Ter uma criança com síndrome de down não faz de ninguém uma pessoa melhor. Mas a forma com que você lida com isso, sim. Eu e minha família às vezes esquecemos o que o Davi tem. Ele é uma criança como qualquer outra. A síndrome de down é só uma característica genética, uma das características dele. "Ah, mas ele vai ter dificuldades no desenvolvimento". Sim, ele tem, mas qualquer pessoa pode ter. Eu tentei aprender a tocar violão por muito tempo e não sei absolutamente nada. Nunca aprendi. Tenho dificuldade. Ele, com certeza, vai ter outras, vai ter o tempo dele. Espero que esse mundo entenda que cada um tem o seu tempo. E que ninguém ache que ele é inferior por causa da síndrome. Que ele sempre tenha o direito de aprender, de tentar, e também, de errar.


Sou grata e feliz por ser a irmã do Davi. Não "o Davi que tem síndrome de down". O Davi que é o Davi. E que pode ser o que ele quiser.

Todas as deficiências dele não mudam o fato de que ele é uma pessoa inteira. E é isso que o mundo precisa entender. Eu concordo que ele é mais lento para algumas coisas, sim. Mas o que importa? O que conta ele tem: uma carga de amor enorme.

Porque o amor não conta cromossomos!



Leia também o Relato de uma Mãe Especial.

*******

Dentre os 365 dias do ano, o “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). A ideia surgiu na Down Syndrome Internacional, na pessoa do geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial.
Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.
Acesse ao site MOVIMENTO DOWN para mais informações.


21 de mar. de 2017

Relatos da Maternidade | Especial 21 de Março - Dia da Síndrome de Down

Para comemorarmos o Dia Internacional da Síndrome de Down, teremos dois relatos especiais aqui no DM. Hoje e amanhã vocês conhecerão duas pessoinhas muitos especiais   que me emocionaram com seus sorrisos e tenho certeza que tocarão o coração de vocês também.


Relato de uma mãe Especial
A história de um príncipe chamado Pedro Lucas

Me tornei mãe aos 23 anos, acabara de me casar e mudar para suíça, o que já foi uma mudança radical na minha vida, afinal, deixei toda minha família em recife, para viver um grande amor nesse país. Não tinha a mínima ideia das dificuldades que enfrentaria pela frente. 

A suíça, em nada se parece com o Brasil, especificamente Recife, minha terra natal. Começando pelo clima que é a maior dificuldade até hoje e então sua língua, o alemão (esse idioma não é de Deus) e sem falar na cultura bastante diversa. 

Bom, e aí? Você já consegue imaginar uma nordestina aprendendo a viver no frio e tendo que aprender alemão? Pois é. No meio dessa adaptação toda, eu engravidei, foi uma felicidade sem fim, estávamos construindo nossa pequena família, fomos pegos de surpresa, porém, ficamos muito felizes. 

Durante a gravidez meu marido que fala português muito bem, tinha que me acompanhar em todas as consultas e (coitado) traduzir todo aquele turbilhão de informações de uma primeira gravidez. Mas, ele também estava curtindo o momento, ia junto comigo com o maior prazer a cada consulta de pré-natal e exames de ultrassonografia. Estávamos em êxtases! Fiz todos os exames normais e pela minha idade não foi solicitado uma analise cromossômica mais profunda. Mas todos os exames de rotina estavam normais. Tudo corria absolutamente bem e nunca houve qualquer dúvida sobre a saúde do nosso bebê.

Por volta dos 6 meses escolhemos o nome, o que foi bastante difícil, devido ao alemão e sua pronuncia, queríamos um nome em português que não mudasse sua pronuncia no alemão. Chegamos a um consenso, PEDRO LUCAS, seria o nome do nosso príncipe. 

O parto estava previsto para Fevereiro de 2010, mês do meu aniversario, mas eu completaria 40 semanas no inicio, então sabia que não chegaria ao dia 20 (dia do meu aniversário). 

Quando completei 36 semanas, comecei a entrar em trabalho de parto e sentia fortes dores, acho que devo ser daquelas pessoas que tem uma sensibilidade maior à dor, pois as dores já eram realmente insuportáveis… me mandaram para casa com 3cm de dilatação e disseram que quando eu estivesse com as contrações regulares, voltasse, moramos poucos minutos da maternidade. Tá, fizemos isso. Mas, mesmo sem as contrações regulares eu não aguentava mais de dor… Voltamos para o hospital. Fiquei ainda mais 36 horas em trabalho de parto. Aqui na suíça, eles incentivam bastante o parto natural e nem sequer foi falado em cesariana durante o pré-natal.


Consegui!!! Após a indução do parto e uma peridural mal sucedida o Pedro Lucas chegou, em meio a muita luta e correria para evitar uma cesárea de emergência!!!


Eu estava A-C-A-B-A-D-A. Muito cansada mesmo, mas como toda mãe, realizada em ter meu menino nos braços, perfeito, assim como sonhei, contei seus dedinhos dos pés, das mãos e lá estava meu príncipe, PERFEITO, como havia idealizado. 

Estava cansada demais para reparar nos rostos nervosos das médicas e parteiras que estavam na sala de parto. Ele foi examinado rapidamente por uma pediatra de plantão e em silêncio ela examinou ele por uns 15 minutos na minha frente e não dizia absolutamente nada. Enquanto isso eu telefonara para minha família no brasil e contava como ele era lindo, e de como foi difícil o parto mas que agora estava tudo bem. Ao fim ela disse: Está tudo bem, só que precisamos concluir mais alguns exames de rotina. Amanhã conversamos mais... 

Ele nasceu às 4:04 da manhã do dia 06 de janeiro de 2010, as 36 semanas e 6 dias pesando 2.960kg e medindo 48cm. Apesar de ter nascido muito cansadinho, devido a tantas horas de TP ele estava bem, me parecia muito bem. 

Descansei até as 9:00 da manhã e fui acordada por uma Pediatra portuguesa que disponibilizaram para conversar comigo pela manhã… O que já me soou estranho… Estava sozinha lá, pois meu marido havia vindo para casa para descansar, já estávamos lá quase dois dias… então, ela começou a me fazer perguntas do tipo: Bom Sra. Carolina, a Sra. observou alguma característica em seu filho? Algo diferente que lhe chamou a atenção?? E lá estava eu, com cara de surpresa: -Não. O que houve? ele não está bem? Como assim características? Então ela percebeu que eu não tinha a mínima ideia do que ela estava falando. Resolveu não falar comigo sozinha. Hoje sei que ela se referia as características dos olhos puxados, das orelhinhas menores e mais baixas, a língua mais para fora e sua hipotonia muscular, Mas eu achava que poderia ser por ele ter nascido de 8 meses… Para mim estava tudo normal para um recém nascido prematuro. Ela pediu que eu marcasse para meu marido vim na tarde para conversarmos. 

Quando ela saiu e eu fiquei sozinha no quarto com ele, fiquei buscando algo errado... Olhando para ele fixamente, imediatamente consegui visualizar uma criança com Síndrome de down. Não sei explicar até hoje como isso aconteceu… intuição, talvez! Porque até então ninguém havia dito nada sobre isso e eu não sabia mesmo quais as características físicas de uma criança com Down. Já temia o que me esperava… liguei bastante nervosa para meu marido e disse que ele fosse rápido para lá, pois havia algo de muito sério com o nosso menino. Quando ele entrou no quarto, lembro que fui logo dizendo: -Você sabe o que é síndrome de down vida? é esse nome em alemão? você sabe o que é isso? Ele, ainda com sono, meio sem entender, disse: - Sim, eu sei. Porque? - Olha para o Pedro… ele não parece com “essas crianças” ? Ele, bem categoricamente: - Pára CAROL! 

Deus me livre! Tem algo errado! Meu Deus! Eu sussurrava… Desejava intimamente que isso não fosse verdade e dizia para mim mesma: Por favor meu Deus, não faça isso com meu filho não. Não deixei que ele tenha “isso”. Porque me castigas? Procurava em meu passado justificativas para tamanho sofrimento. Quando recebemos uma criança especial temos que aprender a lidar com tantos sentimentos diversos e contraditórios... Hoje eu me sinto até mal de dizer isso, mas não foi nada fácil. É uma espécie de luto, luto pela perda da idealização de um filho perfeito, um filho perfeito aos olhos humanos, pois aos olhos de Deus ele era, mais que perfeito. 

Logo mais, fomos conversar com a tal Pediatra portuguesa que traduzia tudo perfeitamente para mim, uma cardiologista que era chefe da Pediatria do hospital e uma psicóloga. Eu ainda estava sob efeito da anestesia e fui levada em uma cadeira de roda por meu marido para outra ala da maternidade. Todos estavam bem tensos, mas disseram da forma mais delicada possível que nosso filho tinha sim a TRISSOMIA 21, mais conhecida como a síndrome de down. Foi uma queda imensa, eu mal conseguia falar, só chorava… Pior, cadê minha mãe naquele momento? Éramos só nós dois… 

Como se não bastasse, a médica dispara; - Devido a SD, ele também tem uma má formação cardíaca e precisa de cirurgia daqui a alguns meses. PUFT! mais uma porrada daquelas! né? - O que poderia ser pior?? O mundo estava mesmo desabando na minha cabeça… me senti sem chão. Elas saíram da sala e nos deixaram a sós, ficamos uns minutos em silêncio e eu só chorava. Queria acordar daquele pesadelo. 

Meu marido me vendo naquele estado, não podia nem deixar se abater. Ele precisava ser forte por nossa família. Eu olhei para ele com um sentimento de culpa imenso, por não ter gerado um filho perfeito… Porque a gente meio que se culpa, né? Disse: - E agora? O que será de nossas vidas? o que será do nosso menino? Ele respirou fundo, enxugou as lágrimas disse: - Agora? agora ele continue sendo o nosso filho e nós vamos amar ele ainda mais. Nós vamos superar isso! Temos que ser fortes por ele! Nesse momento eu me apaixonei novamente por esse homem.

Aos 4 meses de vida, Pedro, nosso Peu, como o apelidei, estava lindo, forte e esperto. Irradiava alegria e tinha o sorriso mais lindo desse mundo.


O tão temido dia da cirurgia havia chegado e dessa vez minha mãe estava aqui conosco. Não me sentia mais tão frágil, mas sentia um medo absurdo de perdê-lo.


Mas ele venceu essa cirurgia e tirou de letra o pós-operatório com apenas 4 meses era uma rocha, um guerreiro. Ah! como me ensinou sobre amor, sobre respeito às diferenças do seu próximo, sobre paciência, sobre a vida e sobre o cruel preconceito, que também vivia no meu coração.





 Hoje ele está com 7 anos e eu não poderia agradecer em palavras a Deus por esse presente, por tamanha bondade em me fazer mãe desse menino. Porque ele é realmente especial, não pela SD, mas pelo seu jeitinho todo único, por ser tão sensível e carinhoso, exatamente como sonhei. E não há quem não se encante com ele!!!


 Hoje ele tem também um irmão de 2 anos e meio e os dois são melhores amigos e parceiros e nossa família esta completa, tudo que vivemos nos fortaleceu e nos ensinou muito até aqui.  


Todo medo do futuro foi revertido em esperança e em garra para correr atrás do que se quer.Ele pode. Ele é capaz. E isso descobrimos sozinhos, isso foi nos mostrado por ele mesmo. A cada etapa vencida, conquistada com muita luta e dedicação dele e nossa. 

Hoje, após 7 anos convivendo nesse mundo, podemos afirmar que não é esse bicho de sete cabeças que achávamos no inicio, que claro, requer terapias, requer mais paciência, cuidados médicos, devido as possíveis complicações causadas pela SD, que precisam ser observadas com o passar dos anos. No nosso caso foi só a má formação cardíaca, que foi corrigida com sucesso, graças a Deus. 

Hoje, nosso menino, nosso príncipe, goza de plena saúde e energia, vai à uma escola especial, porque ainda tem muita dificuldade na fala, mas é muito inteligente, sociável e feliz. 

Temos é muita sorte de ter um filho que irradia tanta luz e energia como ele. E essa é nossa linda família:


*******

Dentre os 365 dias do ano, o “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). A ideia surgiu na Down Syndrome Internacional, na pessoa do geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial.
Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.
Acesse ao site MOVIMENTO DOWN para mais informações.




18 de mar. de 2017

Canções para ninar seu bebê


Quando estava grávida, publiquei aqui algumas Canções emocionantes sobre gravidez. Nossa Linda nasceu, já está com 4 meses e tenho vivido momentos inesquecíveis com ela. Um deles é quando a coloco pra dormir cantando suas canções favoritas. Foi pensando nisso que resolvi escrever este post e compartilhar com vocês algumas das "nossas" canções e outras que minha querida doula e amiga Fabíola me indicou.
 Bora embalar nossos babys com estas lindas canções....

Isadora Canto - Reconhecimento


Roberta Campos - Minha Felicidade


Alda Celia - Filha Querida


Maskavo - Um anjo do céu



Hellen Caroline - Minha Filha


Tiago Iorc - Coisa Linda


 Coisa Linda é a canção oficial da nossa Linda! <3 Quando começo a cantar ela já sorri e fica quietinha pra ouvir! Toda a família canta pra ela! <3 Quem me acompanha no Instagram já deve ter visto nossos Stories  cantando pra ela. Ah, não me segue? Então vai lá =>@carol_koplin<=


10 de mar. de 2017

A frustrante tentativa de ser uma mãe exemplar


 Era uma vez uma mãe de dois filhos. Ela tinha sua casa organizada por uma ajudante, plaquinhas com regras para as crianças no cantinho do castigo, um nível elevadíssimo de estresse e a visão de mãe dentro do padrão "Super Nanny". 
 Certo dia, essa mãe e sua família se mudaram para outro estado. Lá não teve ajudante, sentia muito frio, adaptação com a cultura muito complicada e uma terceira gravidez não planejada. 
 Adeus padrão Super Nanny!
Fim!

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que tomei a decisão de buscar ajuda de uma psicóloga para conseguir lidar melhor com o puerpério. Uma das coisas que foi desencadeada lá atrás, mas que tem me trazido a exaustão após a minha quarta gravidez, tem sido esse peso que eu coloco em mim mesma sobre o papel que tenho como mãe. 

Sempre pensei que para ser uma boa mãe, precisava levar os meninos a seguirem muitas regras, cantinho do castigo, casa sempre em ordem, meninos sempre limpos e impecáveis e por aí vai. Com Isaque e Lídia eu consegui manter a maioria destas coisas. Tinha ajudante para as tarefas da casa, Isaque entendia o cantinho da disciplina e Lídia seguia o fluxo. Quando mudamos, toda nossa estrutura mudou e eu engravidei da Elisa, o caos se formou.

 Quase tive depressão, rejeição da gestação, passei por situações de preconceito pela terceira gravidez e foi tudo piorando. Fui deixando um monte de regras de lado, casa numa desordem na maioria das vezes e o desânimo tomando conta de mim. 

 Depois de algum tempo, com Elisa maiorzinha, meu ânimo foi até melhorando mas as tarefas domésticas e maternas continuavam fora do "padrão". Isso me frustrava e pesava tanto me sentir assim. Sentir-me cansada desse papel de mãe, um lixo como dona de casa, uma zero à esquerda por não ter seguido nenhuma carreira (diferente das minhas amigas que seguiam se realizando em suas profissões) e uma esposa sempre irritada. Piorou ainda mais com a quarta gravidez.

 Um certo dia, durante a análise, estava relatando algumas formas como eu agia e via sobre meu papel como mãe e a psicóloga me perguntou: Por que você tem que fazer isso ou aquilo? Por que seus filhos precisam estar sempre bem arrumados todas as vezes que saírem? Por que importa como os outros vão pensar sobre você como mãe? Por que? Por que? Por que?????

 Isso tudo sempre pesou e pesa tanto em mim. Principalmente pelo pré-conceito que há quando vêem uma mulher com uma escadinhas de filhos ao lado. E isso sempre me deu um nó na garganta. Como cansa tentar deixar tudo nos eixos sempre! Por que tenho que fazer isso? Não soube responder...

O resultado de toda essa cobrança que eu sempre fiz a mim mesma foi um total desanimo de tudo, uma visão sobre a maternidade deturpada, onde eu passei a viver e ver só a parte cansativa de ser mãe. Os dias passando, meus filhos crescendo e a parte boa da maternidade se esvaindo de mim. 

Um dia desses, saí na rua e fiz uma coisa que não fazia a tempos, comecei a reparar e observar as coisas por onde passava. Quando fomos comer fora, não chamei atenção dos meninos e curtir aquela noite não só como mãe, mas simplesmente como a Carolina que gosta de sair e aproveitar. 

 Não vou dizer que todo aquele peso se foi. Tenho vivido um dia de cada vez. A cada situação, tenho tentando retirar o bloco de peso e cobrança de cima de mim. Chega de me cobrar tanto. Meus filhos merecem e continuarei dando limites, rotina saudável, mas sem excessos. Sem me cobrar por não ter sido uma mãe perfeita. Eu nunca fui e nunca serei assim. É impossível. 

 Resolvi escrever sobre esse processo que tenho vivido por que sei que muitas de vocês, tem sofrido também com toda essa carga que outros ou até mesmo nós mesmas, colocamos nos ombros. Nossos filhos nos amam, querem nos ver felizes. Como será pra eles olhar para trás e lembrar da mãe sempre chateada, cansada e frustrada? Eu não quero isso pra mim e vocês? É possível buscar um equilíbrio. Eu estou buscando o meu. Sem opinião de terceiros e sem padrões impostos sei lá por quem. Cada família tem suas necessidades e realidades.

Estou tentando me reencontrar e seguir o lema "Ser mãe sem deixar que a mulher em mim se perca no caminho". Fácil não é, mas vamos seguindo sem amarras. 

E vocês? Como tem sido viver a maternidade? Conta pra mim aqui nos comentários. Vamos compartilhar nossas experiências e nos ajudar! 




8 de mar. de 2017

COMO DESCOBRIR E INCENTIVAR OS TALENTOS DO SEU FILHO


Observar o seu filho é uma maneira de descobrir suas aptidões, mas para saber quais incentivar, é o pequeno que precisa se conhecer. O texto de hoje fala sobre como descobrir e incentivar os talentos do seu filho. Veja como ajudar.

Todo mundo tem um talento. Pode ser cozinhar, dançar, praticar um esporte, cuidar das plantas e muitas outras formas de realizar as atividades que você executa com mais habilidade do que as outras pessoas. As crianças também possuem ou desenvolvem aptidões, e cabe a vocês, pais, extrair o melhor delas, sempre de forma saudável para seu crescimento. 

Talento está relacionado à capacidade de ter autodisciplina para praticar determinada atividade. Também está associado a um aspecto cultural ou, pelo menos, de disponibilidade desta tarefa em sua região. Nem toda criança nasce demonstrando certas habilidades e a confiança para executá-las, mas todas elas podem (e devem!) aprender e gostar muito de conhecer e aperfeiçoar suas características. 

Para isso, é preciso iniciar um processo de autoconhecimento, que, com os pequenos, é menos complexo do que parece. Uma vez que eles percebem que realmente gostam de desenhar, por exemplo, e querem se aperfeiçoar, eles se tornam mais integrados, competentes e responsáveis, não só para com suas habilidades, mas também com o mundo ao redor. AlôBebê preparou algumas dicas que podem ser úteis na busca pelo talento do seu pequeno. 

BUSCANDO OS TALENTOS 

Na infância, há muitas oportunidades de se determinar os talentos de uma criança, a maioria de forma lúdica e divertida. Faça um teste: dê uma caixa vazia ao seu pequeno e observe o que ele é capaz de fazer com ela. Construir um castelo, utilizar como um meio de transporte ou começar a guardar coisas pode dizer muito sobre o seu filho. 

É por isso que uma ótima maneira de descobrir ou incentivar o pequeno é com brincadeiras! Ao brincar de faz-de-conta, de se fantasiar, de jogos de tabuleiro, de jogar bola ou outras brincadeiras de criança, o seu pequeno tem mais contato com diferentes tipos de possibilidades, e passa a se identificar mais com uma do que com outra. Fique atento também à brincadeira favorita do seu pequeno, pois ela pode te dar uma boa dica sobre os talentos que ele possui. 

Dentro de casa, o mais importante é proporcionar um ambiente que estimule o interesse dos seus filhos. Fazer uma cabana ou uma sessão pipoca são momentos gostosos e pouco convencionais, que vão ajudar a extrair as potencialidades dos pequenos. Sempre que possível, leve-os a passeios e viagens relacionadas aos talentos que for percebendo, como um museu de ciências para os mais nerds, ou uma visita à uma estância de ecoturismo com os aventureiros. 

Já na escola, o pequeno é exposto a diversos estímulos, e naturalmente vai mostrar preferência e facilidade com um ou outro assunto. No entanto, para saber sobre, você deve estar sempre em contato com os professores e o coordenador pedagógico, que pode auxiliar a entender as aptidões da criança e indicar as que precisam melhorar para que o desempenho escolar não fique comprometido. 

Já existem escolas de talentos para crianças e centros de desenvolvimento infantil. Desde os primeiros anos de vida, elas podem frequentar este tipo de ambiente, que proporciona experiências diversas para o autoconhecimento. Especialistas, entretanto, recomendam cuidado com esta atitude, pois quando algo se torna obrigatório, é comum a criança perder o interesse. Além disso, o excesso de estímulos pode deixar os pequenos ansiosos e agitados. 

TALENTO SEM PRESSÃO 

Apesar de habilidades como raciocínio verbal, numérico e espacial sejam comprovadamente influenciadas pela genética, conforme-se desde já que os seus filhos não herdarão ou sequer gostarão de todos os seus talentos. É muito importante não depositar suas projeções pessoais em seus filhos, tornando os pais e as crianças frustrados por não possuírem uma ou outra característica. 

Na maioria das vezes que a criança gosta muito de alguma coisa é porque ela está se divertindo e faz aquilo por prazer. Uma vez que tocar um instrumento, por exemplo, se torna uma imposição, o pequeno pode perder o interesse. O ideal é esperar o seu filho pedir para frequentar uma aula ou fazer uma apresentação e, se ele não se adaptar, tudo bem retirá-lo da turma. No entanto, fique atenta sobre a real vontade da criança, pois ela pode ser influenciada pelos amiguinhos, pela televisão ou até de forma velada pelos próprios pais. 

Alguns reality shows, como de culinária infantil, mostram que as habilidades das crianças podem ser similares a dos adultos. Na verdade, os pequenos podem, sim, cozinhar tão bem quanto gente grande, mas é essencial que o nível de exigência seja inferior para que a criança não se sinta incompetente e tenha esse talento minado. O mesmo vale para concursos de beleza infantil, campeonatos esportivos e provas na escola. 

Se o seu pequeno demostrar vontade em ser um atleta desde cedo, como é comum na saga destes profissionais que iniciam a carreira jovens, converse com ele. Explique as implicações que a criança terá que fazer em busca do sonho, como horas de treino intensos, alimentação disciplinada e menos tempo livre para ficar com a família e com os amigos. Sem desmotivá-la, faça um alerta sobre a possibilidade de que a carreira não dê certo devido à competitividade, à falta de subsídios e outros fatores, e explique que os grandes atletas já passaram e superaram um momento difícil. Se ainda assim o seu pequeno insistir, vale batalhar para ter um campeão em casa, e proporcionar as melhores condições para que o sonho se realize, sempre com acompanhamento médico, psicológico e escolar.



Imagem: Freepik

3 de mar. de 2017

Relatos da Maternidade | Gravidez do coração



1 de mar. de 2017

VACINAÇÃO INFANTIL: SEU FILHO ESTÁ REALMENTE PROTEGIDO?

Não deixe de vacinar o seu filho contra diversos tipos de vírus que podem causar doenças perigosas 

Impedir doenças. Esse é o objetivo primordial das vacinas, e é claro que toda mamãe quer proteger o seu filho. Para que isso seja possível, os pequenos vão ter que passar pela “picadinha”, que pode ser desagradável, mas não é tão dolorida quanto as crianças imaginam, em troca de benefícios para a saúde. Será que o seu filho já está prevenido? 
O Brasil conta atualmente com um dos programas de vacinação infantil mais completos do mundo. Ao todo, são disponibilizadas gratuitamente 16 tipos de vacinas para as crianças, com campanhas pontuais como a que combate o vírus da pólio e o da gripe. Pais precavidos podem, ainda, optar pelas vacinas da rede particular, que oferecem opções a mais para proteger as crianças de doenças transmitidas por vírus, como as vacinas Hexavalente, Pentavalente, Pneumocócica conjugada 13 valente, Meningocócica B, Meningocócica C conjugada, Varicela e Tríplice bacteriana acelular adulto. 

Com tantas vacinas, e cada uma com um determinado número de doses e intervalos, é melhor conferir se a carteira de vacinação do seu pequeno está mesmo atualizada e, após a aplicação, guardá-la em local seguro e de fácil acesso. 

Confira abaixo uma lista, preparada pela Alô Bebê, com as principais vacinas que seu pequeno deve tomar para manter-se longe de doenças: 

BCG: É por causa dela que você provavelmente possui uma cicatriz no braço: após a aplicação, forma-se um nódulo vermelho, que se torna uma ferida que cicatriza rapidamente. Imuniza contra a tuberculose. 
Dose: única, aplicada logo após o nascimento. 

Hepatite B: É essencial para evitar a transmissão da doença de mãe para filho devido ao contato com o sangue, pois a hepatite pode se tornar uma doença crônica. 
Dose: Três. A primeira dose é aplicada após o nascimento, a segunda até o segundo mês e a terceira até o sexto mês após a primeira dose. 

Poliomielite (vírus inativado - VIP) e poliomielite oral (VOP): Esta é a famosa vacina da gotinha. Desde 2012, o governo oferece a VIP em forma de injeção e a VOP em forma oral, para a qual os pais são alertados em campanha nacional até o pequeno completar 5 anos. 
Dose: A VIP é aplicada em três doses, aos dois, quatro e seis meses de idade. Deve ser reforçada aos 15 meses com a VOP e, após isso, em toda campanha anual. 

Rotavírus: É uma das vacinas mais polêmicas, pois pode provocar reações desagradáveis nos pequenos. Protege da doença que causa vômito, diarreia, febre alta e desidratação grave. Dose: Duas, aos dois e aos quatro meses. Pneumocócica conjugada 10 valente: Previne doenças causadas por determinado tipo de bactéria, como meningite, pneumonia, otite média aguda, sinusite e bacteremia. 
Dose: Três. Deve ser aplicada aos dois e aos quatro meses, com um reforço aos 12 meses. 

Meningocócica C conjugada: Imuniza contra a sepse e a meningite, doença que leva 30% das crianças infectadas à morte. Os pequenos de até um ano são os mais suscetíveis a estas doenças. 
Dose: Três. Aos três e aos cinco meses, mais um reforço aos 12 meses. Influenza: protege conta os vírus da gripe e é realizada anualmente durante campanha de vacinação, geralmente nos meses que antecedem o inverno, que é o período de maior incidência da doença. Dose: Anualmente entre seis meses e quatro anos. 

Febre amarela: A vacina tem um período ideal de aplicação, e é essencial principalmente para os pequenos que vivem em áreas endêmicas. Em caso de viagem para locais que têm registro da doença, reaplique a vacina dez dias antes de partir. 
Dose: Uma dose aos nove meses e reforço a cada dez anos. 

Tríplice viral: Protege contra sarampo, caxumba e rubéola, doenças que podem retornar em surtos, como os que aconteceram no último ano. 
Dose: Única aos 12 meses. 

Tetraviral: Atualização da Tríplice viral, imuniza contra quatro doenças: sarampo, caxumba, rubéola e varicela (conhecida como catapora). 
Dose: Única aos 15 meses. 

HPV: A mais nova vacina do calendário nacional agora vai proteger meninos e meninas contra câncer de pênis, garganta, ânus e colo do útero, além de verrugas genitais. 
Dose: Depende. Para o sexo feminino, são 2 doses com intervalo de 6 meses para meninas de 9 a 14 anos ou doses com intervalo de dois e seis meses para mulheres com HIV entre 9 e 26 anos. Para o sexo masculino, são 2 doses com intervalo de 6 meses para meninos de 12 a 13 anos ou 3 doses com intervalo de dois e seis meses para homens com HIV entre 9 e 26 anos. 

Meningite C: Outra novidade no calendário é a imunização, caso a criança não tenha sido vacinada quando bebê, ou o reforço contra a meningite C. Para os próximos anos, a distribuição será ampliada. 
Dose: Única, entre 12 e 13 anos. 

Pentavalente: É uma combinação das vacinas Tetravalente com a Hepatite B, fazendo com que seja necessária apenas uma aplicação para a imunização contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e hepatite B. 
Dose: Três, aos dois, quatro e seis meses. 

DTP: Com a inauguração da Pentavalente, agora é preciso somente reforçar a proteção contra difteria, tétano e coqueluche. 
Dose: Aos 15 meses e aos quatro anos. Dupla adulto: Para garantir a proteção do seu filho contra difteria e tétano, é preciso de doses de reforço. Dose: Reforço a cada dez anos, a partir de 14 anos de idade. 

Hepatite A: Foi introduzida ao calendário em 2014 para controlar a doença no país. 
Dose: Única aos 15 meses.



Imagem: Freepik
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