22 de fev. de 2017

Relatos da Maternidade | O esporte após a maternidade



Vim hoje contar um pouco da minha experiência com o esporte. Nunca fui aquele tipo de pessoa que ama academia, mas cheguei num ponto da minha vida que o sedentarismo estava me consumindo, não tinha ânimo nem pra brincar com meus meninos! Um dia fomos brincar de "queima" e percebi que não conseguia correr, não tinha folego pra nada e isso me assustou, afinal, não queria perder a infância dos meus filhos. Não ter chegado nem aos trinta anos e já estar daquele jeito foi um choque de realidade. Foi quando o esporte apareceu na minha vida como a única opção de melhora. 

 Eu tive um sonho com uma amiga que me entregava uma camiseta verde e me convidava pra correr com ela. Depois desse dia, ingressei na equipe de corrida Home Front Fittnes. Sim! Eu, que nunca corri, estava interessada pela corrida e por tudo que ela me proporcionara desde então. Passei a vivenciar sensações que nunca imaginara. 

 O primeiro mês foi regado a muita dor! Músculos que eu só conhecia por ouvir falar nas aulas de Anatomia, passei a conhecer fisicamente, pois me doía todossss! Mas depois, meu corpo foi se adaptando a nova rotina e me pegava pensando “como estou disposta? Era pra estar morta de cansaço!” (risos) Quando percebi, o "bichinho da corrida havia me picado"! Passei a desafiar a mim mesma e a amar aquilo tudo! 

 A corrida me proporciona novas amizades, novos anseios... Nunca me imaginei fazendo uma prova de corrida e dia 17 de dezembro eu fiz a minha primeira corrida! Consegui vencer meus obstáculos! Aqueles 4 km significaram tanto pra mim. Ouvir minha coath Fran dizer que eu era capaz e o Nino gritando, incentivando-me a não parar foi inesquecível.

 Por que resolvi contar isso tudo? A corrida veio depois da síndrome do pânico (leia meu relato Síndrome do Pânico no Puerpério) como um sopro de esperança. Eu, mãe de 3 filhos, nunca me imaginei participando de corrida. Hoje me vejo fazendo isso com tanta energia.  Não por competição, mas por participação mesmo. Sou eu desafiando a mim mesma, provando a mim que eu posso tudo! Chegar em casa com uma medalha no peito e ver os olhinhos das crianças brilharem, orgulhosos é o que me move!

A sensação de sair de casa com o intuito de correr é muito gostoso. É o meu tempo... faço pela Diana mulher. E espero conseguir evoluir sempre. Quem sabe um dia consiga uma maratona, uma São Silvestre, Volta da Pampulha?!

Experiência de quem saiu da solidão de uma Síndrome do Pânico para a multidão de corredores: Experimente, sinta, viva... Desafie-se! Pode não ser fácil, mas quem disse que precisa ser fácil para ser bom?

Desejo muitos km´s de realizações para vocês!






Diana Reis
Mães de três filhos
Doula
Corredora \o/

***

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