13 de jan. de 2017

Maternidade e Amizades



Quando nos tornamos mães, achamos que a grande mudança é a chegada do bebê. Preparamos o quarto, pesquisamos e fazemos aulas para aprender a cuidar dele, reorganizamos nossas rotinas de trabalho e mobilizamos todos em nossa volta. 
 No chá de bebê é aquela festa! As amigas super animadas, denominando-se "titias" e é aquele paparico só. Mas quando o bebê nasce, o número de visitas é bem inferior ao chá de fralda, aquela mão amiga quando se precisa, você conta nos dedos de uma mão quem são. Cadê todas as "titias" de antes? 

 Em cada fase de nossa vida, temos um grupo de amigos diferentes. Nos tempos de escola, faculdade, vizinhos, trabalho, até mesmo entre familiares, as afinidades vão mudando com o tempo. Mas percebo que há pessoas que levamos para toda vida conosco.

 Comecei a escrever esse post por causa da carta ali de cima. No 2° grau, tive um grupo de amigas que estudei nos 3 anos. Éramos unha e carne, fazíamos tudo juntas! E uma vez tive a ideia de trocarmos cartinhas no dia da amizade. E isso tornou-se um ritual para nós. Até hoje mantemos contato, marcamos encontros e temos um grupo onde nos falamos quase todo dia. Dias atrás algumas vieram conhecer a Linda e resolvemos fazer a troca de cartinhas também. 

 Fiquei dias refletindo sobre o conteúdo da carta de uma delas e pude perceber a diferença de amizades verdadeiras. Nem todas elas são casadas, nem tem filhos e seguiram rumos completamente diferentes mas nossa amizade continuou forte. Uma apoiando a outra, compartilhando seus receios e feliz pela realização da outra. Mesmo quando pensamos diferentes sobre determinados assuntos, ainda sim, repeitamos a opinião da outra. Amizade madura e leal.

 Tive muitas amizades que se foram com o tempo... Quando casei, quando tive Isaque, quando começamos a morar em outros estados (devido ao trabalho do meu marido), quando tive mais filhos... mas em meio a tudo isso, ainda tenho os poucos que continuam sendo AMIGOS. Mas também fiz novos, que vivenciam o mesmo que eu. Depois que me tornei mãe então?! Tenho amigas mamães maravilhosas, compartilhamos nossos receios, damos pitaco quando alguma pede e babamos nos filhotes! Rsrsrs... 

 O que eu quero dizer com tudo isso é que vivemos vários ciclos em nossa vida, mas os amigos de verdade permanecem. Você só saberá quem são quando precisar deles ou quando o ciclo que você estiver vivendo for diferente deles. Os verdadeiros, mesmo não compartilhando do mesmo ciclo, torcerão por você, ouvirão quando você precisar desabafar e se alegrarão, mesmo que não compreendam muito aquele ciclo. 

 As amizades que se vão, causam dor? Dependendo do grau de intimidade que vocês tinham, sim. Mas não deixe que a dor te consuma por muito tempo. Lembre-se que os verdadeiros amigos  permanecem.  
 Se você tornou-se mãe agora, saiba que você não está só! O universo materno nos leva a conhecer outras mamães que compartilham da nossa realidade e nos une de forma inexplicável. Não se desespere! Nós, mamães, estamos com você! Há momentos que nos sentimos só? Sim. Há momentos de exaustão, onde achamos que ninguém compreende o que estamos vivendo? Sim! Mas saiba que é um ciclo, esses momentos passam, e muitas vezes, são nesses momentos que encontramos aquela amizade leal.


"...Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida

inteira.
...Amizade não é dependência, submissão. Não se tem amigos 
para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da 
letra.É independência, é respeito.
...O que é mais importante: a 
proximidade física ou afetiva?
...Assim como há os amigos imaginários 
da infância, há os amigos invisíveis da maturidade. Aqueles que não 
estão perto podem estar dentro. 
...Amigo é o que fica depois da 
ressaca. É glicose no sangue.A serenidade."
Fabrício Carpinejar



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