4 de dez. de 2017

Partolândia | Eu estive lá e você?


Você nunca ouvi falar na Partolândia?? Se você entrou em trabalho de parto ativo, pode ter viajado pra lá e nem saiba disso! 

Chega uma fase do trabalho de parto que já não controlamos mais nossas emoções, perdemos a noção do tempo, de quem está a nossa volta e até piramos com toda a intensidade de tudo o que sentimos. 

Para entender melhor, compartilho com vocês um texto maravilhoso que explica o que é a Partolândia:

"O TP deve ser comparado às necessidades básicas (principalmente dormir e fazer sexo) porque é igualmente regido pelo hipotálamo. Quando nos deixamos levar pelo TP em si sem nenhuma interrupção externa, sem nenhuma intervenção, somos automaticamente levadas á partolândia. Portanto, a partolândia nada mais é do que um estado de consciência que permite à mulher se comportar de maneira instintiva. A introspecção é o primeiro sintoma e isso pode começar dias antes quando a mulher começa a não querer participar de eventos coletivos e prefere ficar em um ambiente que julga seguro (na maioria das vezes sua própria casa) esperando a hora chegar. Quando o TP se inicia, a introspecção começa a ficar mais evidente mostrando a necessidade de fazer uma viagem para dentro de si.

Em muitos relatos de parto natural (sem intervenções) observo que as mulheres começam contando detalhadamente cada acontecimento e conforme o relato é desenvolvido, os detalhes vão se perdendo. Isso se deve à mudança de estado de consciência dessas mulheres que acabam por se desligar do mundo externo e entrar na partolândia onde apenas sensações são registradas e os pensamentos são quase inexistentes. Muitas vezes não se lembram quem estava presente, o que falaram. Apenas as sensações são descritas e eu nunca li ou ouvi nada parecido com sofrimento. Assim como quando dormimos ou temos um sexo satisfatório que nos leva a um orgasmo.



Eu pirei na Partolândia. Senti calor, frio, vontade de gritar! Uma montanha russa de emoções e ações."
Flávia Marques



Há tempos já se sabe as principais substâncias secretadas durante a estadia na partolândia. No entanto, sabia-se apenas suas funções fisiológicas e que suas quantidades se modificam em cada estágio do TP. A ocitocina é responsável pela contração e a dilatação uterina. É a primeira a ser secretada no TP. As endorfinas atuam como analgésicos naturais relaxando a musculatura esquelética e diminuindo as sensações dolorosas. A adrenalina torna a atividade de expulsão do feto, no final do TP, mais eficaz. Hoje já se sabe que a atuação dessas substâncias vai além do físico alterando o comportamento, o que pode facilitar o entendimento das necessidades da parturiente e inclusive saber quanto seu útero está dilatado apenas observando como ela se comporta evitando, assim, toques desnecessários que podem tirar a mãe da partolândia.

Nota-se que nos partos naturais, logo após o nascimento, a mulher tende a posicionar-se de joelhos ou a sentar-se. Esta liberação de adrenalina é favorável aos mamíferos em geral, pois coloca a fêmea em situação de alerta. O bebê recebe parte desses hormônios do parto e, ao nascimento, está com as pupilas dilatadas. Ambos, o bebê e a mãe, possuem então condições fisiológicas para o contato olho no olho, fundamental na espécie humana.

A ocitocina é chamada de hormônio do amor por estar presente durante o orgasmo. Assim como no parto, a mulher não consegue chegar às vias de fato se não se entregar e se desligar do mundo externo. E só há entrega se ela estiver se sentindo à vontade e segura, num ambiente que propicia a concentração. Durante o orgasmo, assim como no TP, a ocitocina promove a contração uterina e é por todas essas semelhanças que dizemos que o parto faz parte da vida sexual dessa mulher. Portanto, o ambiente adequado pra ela parir é semelhante ao que ela considera ideal para fazer sexo. Um ambiente inadequado pode gerar inibição, medo, irritação e outras sensações desagradáveis que a fazem liberar adrenalina. Nesta fase do TP, a adrenalina compete receptores sensoriais com a ocitocina, o que quer dizer que a adrenalina inibe o efeito da ocitocina retardando o TP e aumentando a dor. A partir do momento em que o bebê nasce, a taxa de ocitocina na mulher chega ao seu ápice e é passada para o bebê através do cordão umbilical. Desse modo, ao se olharem, mãe e filho criam um vínculo forte que acelera o estabelecimento de uma interdependência que mais tarde culmina no amor entre os dois.


"Fiquei dentro de mim, sentindo tudo e tentando lidar com toda aquela dor."
Marina Barbalioli


A ação das endorfinas é potente. Até a mulher atingir 8cm de dilatação a dor vai aumentando, porém continua suportável. A função da dor é estimular a secreção das endorfinas que trarão uma sensação prazerosa e concomitantemente a diminuição da dor. Principalmente se a secreção e propagação de endorfinas forem aceleradas através do relaxamento muscular e da dilatação dos vasos sanguíneos. Pra isso, existem métodos como massagem e água quente na região lombar.Se um estímulo externo tirar a parturiente da partolândia causando susto, constrangimento ou medo, ela liberará adrenalina que tem ação vaso-constritora dificultando a chegada das endorfinas, o que aumenta consideravelmente a dor. A partir da dilatação total (10cm), a maioria dos relatos revela que a dor diminui, isso comprova que a secreção de endorfinas já está a todo vapor. São opiáceos da família da morfina que não só tiram a dor mas ajudam a mulher a entrar nesse estado de consciência alterado e prazeroso. Hoje é sabido que o bebê também já secreta suas endorfinas e experimenta sensação semelhante durante o parto.

Com dilatação total, a ação da adrenalina se torna importante para a fase expulsiva do TP. Sua secreção nesse momento permite a ejeção. No sexo é responsável pela ejaculação, na amamentação é responsável pela ejeção do leite e no parto é responsável pela expulsão do bebê. A mulher se torna atenta, algumas vezes agressiva na medida exata para finalizar o TP e para cuidar de seu bebê assim que ele nasce. É comum ainda um estado de euforia devido às endorfinas combinado com a sensação de extrema energia e alerta importantes nesse momento. A dor simplesmente não existe mais. Os relatos são unânimes."
Fonte: Renata Olah

Como diz o título dessa postagem, eu estive lá e lembro de pensar que estavam me enrolando (na fase da covardia, onde eu pedia pra chamar o anestesista), lembro de ficar muito zangada com a Fabíola (minha doula) por me oferecer um mel quando eu queria que acabasse aquilo tudo (rsrs..), lembro de pensamentos longos mas que eu não conseguia externar pra Fabi por mais que eu quisesse, mas segundos depois meus pensamentos ficavam desconexos. muito louco de explicar! Só depois que fomos para o quarto, horas após o nascimento da Linda, é que eu percebi como eu tinha perdido a noção de tempo. Nem do meu marido eu lembrei! Tudo é tão animalesco, profundo... surreal!


Esse foi o momento que eu me conectei com o meu corpo. Ali não havia mais nada ao meu redor, apenas a vontade de trazer a minha filha e todo o meu instinto animal trabalhando pra trazê-la.
Priscila Martins 


A natureza é linda e sábia! Quando nos entregamos ao trabalho de parto de corpo e alma, nosso corpo trabalha para que nos concentremos no que realmente é importante: o caminho que se abre para a chegada do nosso bebê! <3 
Se posso dar uma dica para quem está se preparando para parir, dou este: prepare seu emocional e sua equipe (marido, doula, médicos) para que você possa ficar sem preocupações durante o trabalho de parto e se entregue totalmente aos seus instintos. Seu corpo sabe parir. Seu bebê sabe nascer. A partolândia é mais uma prova disso!


Leia meu Relato de Parto Natural Hospitalar


Fotografias usadas com autorização de Josiane Gonçalves e Priscila Martins
Fotógrafa: Fabiola Coutinho
Edição: Carolina Koplin

12 de nov. de 2017

Smash The Fruit | Primeiro aninho da Linda | Faça você mesmo



Linda completou seu primeiro ano de vida no dia 08 e optamos por não fazer festa. Além de estarmos longe de todos nossos familiares, já que estamos morado em Salvador, não consigo enxergar a necessidade de uma festa na qual a aniversariante nem curtirá tanto. Eu tive as experiencias com os irmãos mais velhos e é choro garantido.



Eu não queria deixar passar em branco, então pedi a ajuda das crianças pra fazer um Smash The Fruit, que é um ensaio com bolo de frutas onde o bebê come e brinca enquanto é fotografado e aproveitamos para fazer um piquenique no gramado do nosso quintal.
O clima estava bom, com aquela brisa bem típica de Salvador. Não tinha uma tarde melhor para saborear frutas e curtir o final de tarde.

As crianças participaram de todo o processo. Pintaram as bandeirinhas, corações e o número 1 pra colocar no bolo, ajudaram a arrumar o piquenique e a distrair a aniversariante pra que não bagunçasse tudo antes da hora. Hehehe...

Baby Linda se divertiu tanto com os irmãos. Foi uma delícia ver ela brincando com as texturas e comendo um pouquinho de cada fruta. 




As crianças amam frutas e Linda também. Um orgulho pra mamãe aqui ver eles se fartarem de alimentos saudáveis sem reclamar. Baby Linda teve uma introdução alimentar bem saudável, longe de alimentos industrializados e açúcar. Não tinha uma forma melhor pra comemorar seu primeiro ano de vida.




Nossa tarde foi a prova de que não precisa de muita coisa para alegrar os pequenos. Linda não se lembrará mas terá os registros como prova, seus irmãos se lembrarão como se fosse um grande piquenique! E foi mesmo! Um piquenique em família. Faltou só o papai que estava trabalhando. Mas registramos tudo  pra ele ver depois.


5 de nov. de 2017

Relato de Parto Natural Hospitalar Humanizado VBA2C


 Simmmm!!! Finalmente consegui escrever meu relato de parto pra vocês! Essa semana fará um ano que minha vida mudou completamente e só agora consegui "parir" meu relato! Kkkk... Achei que conseguiria segurar a emoção mas tá impossível! Chorei horrores relembrando tudo. Toda a ocitocina daquele dia voltou com tudo! 
 Revivi tudo o que lembro, o que vi no vídeo e o que me contaram depois. Trouxe o máximo que lembrava e estou muito feliz por compartilhar com vocês. Então, vamos lá!

Uma semana antes... 

 Tive uma noite inteira de pródromos bem intensos. Intervalos de 10, 7 minutos. Mas eram incômodos a ponto de não conseguir dormir. Enquantos todos dormiam, eu conversava com minha doula pelo Whatsapp e gravava Vlog. Sim, eu estava toda me achando, crente que conseguiria gravar tudo pra vocês! HAHAHA...

  Pela manhã, estava igual um urso panda, com olheiras fundas e as contrações que não iam embora, mas continuavam com intervalos irregulares. Chamei minha amiga para caminhar. Eu pensei: vou andar pra engrenar essas contrações por que eu tô no controle, tô animada e vou com tudo pra esse parto! HAHAHA de novo!

  Lá fomos nós caminhar. A cada dez passos uma parada, por que era cada fisgada lá embaixo, que pelo amorrrrrr... Voltamos depois de uns 40 minutos, sentamos na pracinha e batemos um papo, fui pra casa tomar um banho e apaguei! Dormi tudo o que não havia dormido na noite passada e mais um pouco. Quando acordei até me assustei com a hora. E fiquei brava! Afinal, onde estavam as benditas contrações??? Ahhhhhhhhh!!! Esses pródromos de "Dona Fabíola" (minha doula) estão me enervando! Kkkkk... E seguimos os dias sem nenhum sinal, o que me fez apagar os vídeos que tinha feito e largar de mão pra não pirar.

Dia 7 de Novembro de 2016 (38 semanas e 4 dias)


 Minha sogra chegou de Minas cedinho. Batemos muito papo e pela tarde, ela foi descansar. Eu engrenei na limpeza da minha área de serviço, terminei de lavar algumas coisinhas da Linda e terminei de guardar o que faltava na mala. Quando foi por volta das 16 horas comecei a sentir contrações leves. Na hora pensei: Será??? Não. Deve ser os pródromos (revirada de olhos).

  Dezessete horas continuaram se ritmando de forma branda, dezoito horas a mesma coisa! Pensei: É hoje! Mas não comentei nada. Fui fazer uma torta de queijo pra janta e terminar de ajeitar o que eu precisava. Minha sogra disse depois, que eu estava muito calada, ela até estranhou, pensou que eu estava triste (risos). Quem me conhece sabe o quanto sou tagarela. Era pra estranhar mesmo!

 Júlio chegou em casa por volta das dezenove horas. Chamei ele no cantinho e disse: É hoje. Estou com contrações ritmadas mas leves. Estamos no início. Fui levando tudo na naturalidade. Não queria alardar as crianças. Quando as contrações vinham, eu parava num cantinho sem que eles percebessem. 

 Jantamos nossa torta, conversamos um pouco e por volta das 21 horas colocamos a turminha pra dormir, como é de rotina nossa. Minha sogra percebeu que eu queria ficar mais na minha (ela é tão perceptiva e atenta! Gratidão por isso!) e foi para o quarto "dormir". Depois ela mesmo contou que não dormiu, estava em oração e com os ouvidos alertas! Kkkkk...

 Por volta das dez da noite, as contrações estavam beeemm intensas e lembro de estar cronometrando e mandando a intensidade pra Fabi. A cada contração eu dizia "essa foi muito forte", "nossa, essa foi forte de verdade"! Kkkkkk... E não sabem da maior, o aplicativo cismou de travar! Gente, eu tenho um problema sério com esses aplicativos! Quando eu mais preciso deles, eles me deixam na mão! Quem leu o post onde falo sobre quando engravidei, sabe do que estou falando! Rsrs... Por isso, larguei o aplicativo e Fabi foi marcando pelo Whatsapp. 

 Nesse intervalo, nosso Pastor e amigo, veio deixar o carro conosco e foi muito engraçado! Ele entrou pra falar conosco e a cada contração eu dizia "espera um instante" e abaixava pra sentir a contração, depois levantava como se nada tivesse acontecendo e conversava! Hahaha...

 A cada contração eu me abaixava de cócoras. Sempre fui assim. Prisão de ventre, dor de cabeça, crise de cistite, dor de barriga... vou pro lado da minha cama, no cantinho e me abaixo. Não me perguntem o motivo, ok?! Sempre fui assim! E foi a melhor forma que encontrei de passar por cada contração. Entre onze e meia noite pedi que Fabi viesse. Estavam todos dormindo ( e eu queria que fosse assim, já que me isolo quando estou com qualquer dor. Odeio falação na minha cabeça nesses momentos) e eu precisava dela. Minha doula chegou bem rapidinho e ficamos conversando entre as contrações. Não me perguntem quais assuntos pois não faço ideia!

 Lembro que as contrações estavam diminuindo os intervalos, mas ainda irregulares. Eu estava ansiosa, querendo que elas diminuíssem os intervalos mas, quando engrenavam de 4 em 4 minutos, voltavam pra cinco, seis e eu ficava brava (interiormente). Foi quando Fabi me chamou pra andar e ficamos rodando pelo quintal. As contrações vinham, eu me agachava e Fabi fazia massagem. Entramos e fiquei na bola por um curto tempo. Não quis comer nada mas bebia água.

Dia 8 de Novembro de 2016

 Quando foi uma e pouca disse "vamos pro hospital Fabi!" "Vamos." Respondeu ela. Chamei o Júlio pra organizar as coisas no carro e fui tomar um banho. Já tinha avisado ao fotógrafo (ele já estava no hospital fotografando outro parto), então era me arrumar e ir. Mais contrações e eu procurava a Fabi com os olhos. Precisava ter a certeza de que ela estava por perto pra ficar tranquila. 

 Coloquei a roupa que havia separado, mas esqueci de trocar o chinelo (fui com o mais velho!) e pentear o cabelo. Lá vai a barriguda cabelo de fogo e arrepiado parir, minha gente!

 Entramos no carro e aí o bicho pegou. Gente, a pior coisa da vida é sentir contração dentro de um carro em movimento! Como uma grávida agacha num carro cheio de coisas? E a barriga?? Não dá pra agachar! Fiquei tão brava! Júlio tentando ir rápido e passou de uma vez no quebra-mola... Lembro de ter gritado com ele, beeeemmmm zangada!

 Chegamos pra internação e foi a parte mais irritante! O hospital que escolhi e pude pagar, é totalmente cesarista, com isso, os funcionários são totalmente despreparados para o acolhimento de uma parturiente que chega num rompante, cheia de contrações. Mas eu não queria saber deles, estava concentrada em me agachar porque já vinha outra contração. Só torcia para que minha obstetra chegasse o quanto antes. Enquanto isso, Júlio foi para a recepção de internação preencher papelada (eles não tem opção de fazermos isso online, nem antecipadamente) e eu fui passar pelo plantonista que se deparou com duas cesáreas prévias e achou que eu ia pra faca! HAHAHA.... Chora sistema!!!! Toma um VBA2C!!! 

 No toque foi constato que eu estava com 3 cm de dilatação. Oi??? Aquilo me desestabilizou, confesso! Fiquei imaginando como a dor aumentaria até eu chegar ao dez. Senhorr...

 Eu tinha o exame de Estreptococos positivo e já havia planejado, ainda no pré-natal, tomar o antibiótico quando fosse internada. E assim foi feito. Fomos para a enfermaria aguardar minha médica chegar e preparem o meu quarto. Gente que luuuta! Júlio veio e disse que não tinha quarto pra mim e eu respondi "vai lá e fala que eu quero o meu quarto! Estou pagando pra ter um quarto só MEU!" Kkkkk... 

 Quando minha obstetra chegou, pude sentir mais segurança, pois estava com minha dupla doula&obstetra. Estava com pessoas que eu confiava. Mas voltei a ficar nervosa quando ela disse que eu estava com 4 cm de dilatação.

Dra. Mayra foi então resolver o problema do quarto enquanto eu estava pirando com a Fabíola. Comecei a tremer (quando fico nervosa dou crise de riso ou me tremo toda) e falar que eu não ia conseguir. Mayra voltou e tentou me acalmar com a Fabi mas nada adiantava. Veio copo de água, mais contrações, um "cadê o anestesista pois não vou aguentar", mais contrações... Depois Mayra nos contou que só queria que liberassem logo o quarto, pois no chuveiro eu conseguiria relaxar. Mas não tinha quarto vago. Ela teve que ligar pra diretora do hospital (em plena madrugada) e pedir que arrumassem um quarto pra paciente dela.

Enquanto isso, eu na minha tremedeira, ouvi a pergunta "você quer um melzinho?" Tadinha da Fabi, a minha vontade foi mandar ela fazer coisas bemmm feias com aquele mel! Kkkkkkkkk.... Mas no final das contas, aceitei com uma criança emburrada e fui caminhar com o mel.

As contrações estavam com intervalos pequenos (não me lembro quanto pois parei de perguntar), mas eu não vocalizava. Só queria agachar e tentar me segurar em algo que fizesse a dor passar. Fabíola me ofereceu o rebozo e gente... GENTEEEEEE.... Foi um divisor do meu meu parto esse tal de rebozo! O nível de contração aumentou e eu senti que Linda estava mais perto, por que eu entrei LITERALMENTE na Partolândia depois disso.


Mayra voltou e eu estava "virada no Jiraya"! Olhei pra ela e pra Fabi e disse "Acabou a brincadeira! Estou falando muito sério! Eu quero a cesárea. Chame o anestesista!" Mayra, um docinho, tão carinhosa, tadinha... ela só trocava olhares com a Fabíola, numa conversa silenciosa delas. Eu estava na Partolândia, na fase da covardia. Estava em trabalho de parto ativo!!! Eita rebozo bão, sô!


 Mayra então pediu pra me examinar e adivinhem??? Dilatação total! "Corre que está coroando!" Eu ouvi ela dizer, uma voz bem distante pois eu estava no meu mundo de contrações. Fabi falava comigo, incentivando-me mas eu não consigo lembrar de suas palavras, mas sua presença era forte e isso eu sentia o tempo todo.

 Num certo momento, Fabi disse "vocaliza Carol! Põe pra fora!" Acho que ela não tem ideia do quão libertador foi aquilo! Pra quem passou por um parto onde me chamaram de "fresca" por gritar, agora gritar sem que me impedissem, era LIBERTADOR!


E cadê Julio?? Estava ainda resolvendo papelada e aguardando pra pagar a internação. E eles dizendo que não tinha pressa por que ainda levaria horas para eu parir. HAHAHA... E lá estava todo mundo correndo e preparando o centro cirúrgico (lá não tem sala de parto) para me levar. Eu voltei a mim quando ouvi Mayra chamar Fabíola para colocar a roupa do hospital, lembro de pedir que ela não ficasse longe de mim, as contrações estavam fortíssimas e ela era meu ponto de apoio. Eu olhava pra ela e via que dessa vez EU NÃO ESTAVA SOZINHA. Dessa vez, não passaria horas sozinha num quarto, com dor e ouvindo asneiras de enfermeiras. Dessa vez u tinha uma equipe que me respeitava e tinha UMA DOULA PARA CHAMAR DE MINHA.


 Elevador e chegada ao centro cirúrgico passaram despercebidos por mim. Fabi conta e vi nas fotos, que Mayra olhou pra ela e disse "Fabíola, tá nascendo!" 


 Fabíola perguntou se eu queria voltar a ficar de cócoras e eu quis imediatamente. Parir deitada era tudo o que eu não queria. Forraram o chão e logo me vi agachada com muita vontade de fazer força. Foi quando voltei da Partolândia. Lembro de pedir desculpas por gritar pois não gostava de gritaria (sei que esse pedido de desculpa foi consequência do trauma anterior) e a equipe me tranquilizou imediatamente. Lembro de fazer força e depois perguntar "depois que sair a cabeça, resolve?" E não teve como não rirem com a pergunta inusitada.. Rsrs... Outra força e Linda veio de uma vez, tão rápido que Dra. Mayra a recebeu sem uma das luvas, não deu tempo de colocar a outra.



 Linda nasceu e eu imediatamente me senti entorpecida, era um misto de exaustão e alívio. Parecia um sonho, eu havia chegado até ali mesmo??? Fiquei um tempo na mesma posição, sem conseguir me movimentar. No vídeo vi que foram segundos mas pra mim, parecia meia hora. Voltei a mim com Mayra me chamando "Carol, Carol! Olha a Linda!" 



Como descrever pra vocês o que senti quando peguei a Linda nos meus braços? Depois de um parto cheio de violências obstétricas, duas cesáreas eletivas onde não tive meus filhos nos meus braços assim que nasceram, eu pude sentir aquele cheirinho único pela primeira vez na vida! Tem noção? Choro só de lembrar! Estava ali, no cheirinho da Linda, meus três filhos mais velhos, estava ali, no parto da Linda, o parto dos outros três também. 



 Choro sem lágrimas, choro parecendo grito, choro de vitória, choro de conquista! Eu pari! Eu fui respeitada e pari! 



 Quando assisti o vídeo, eu me emocionei tanto! Não tinha noção da cena que se formara diante de mim e da minha bebê. Minha equipe maravilhosa nos contemplando. <3

 Dr. Rogério se aproximou e contou comigo os dedinhos da Linda, de forma tão carinhosa, tudo tão perfeitinho... 


A placenta que a nutriu por 9 meses, nasceu e cortei seu cordão quando parou de pulsar.


 Num hospital cesarista, com uma equipe humanizada, pari de cócoras (primeiro parto assim naquele hospital), peguei minha filha nos braços, reconhecendo-nos pelo tempo que fosse necessário pra nós duas, sentindo o seu cheiro.


 Linda ganhou seu primeiro lacinho vermelho do pediatra e ficou ainda mais charmosa!


 Enquanto eu deitava na cama para que a Dra. Mayra desse os pontos (tive laceração natural), Dr. Rogério cuidou da Linda, ali no centro cirúrgico mesmo e a trouxe para sua primeira mamada. E a espertinha sugou com vontade!


 E foi aí que o papai finalmente chegou!!! Rsrsrs... E só aí voltei ao planeta terra e percebi que tinha uma playlist TOP do pediatra tocando.


 Finalmente pudemos ir para o quarto (fecharam um quarto de dois leitos pra mim), ainda submersa em ocitocina. Grata por ter gerado e parido meu pacotinho.


Chegamos na maternidade por volta das duas horas da manhã. Às 04:50hs, nasceu Linda, com 46,5 cm, pesando 2.895 kg, com apgar 10/10.


 Quando optei pelo parto normal, faltava um pouco mais de 1 mês para o nascimento da Linda. Conheci a humanização do parto e vi ali a oportunidade de sarar as feridas do passado e passar por um parto de verdade. Sem intervenções, sem palavras agressivas, respeitando minha bebê... Graças a Deus tive uma equipe maravilhosa que deu o suporte que eu precisava.

 Eu não tive tempo de estudar tudo o que precisava, não tinha o conhecimento que tenho hoje, quase um ano depois. E se posso deixar uma dica para ter um parto respeitoso, deixo este: Estude sobre o parto e nascimento, sobre os direitos da mulher, do seu acompanhante e do bebê. Informe-se e lute para que respeitem seu plano de parto.

 Agradeço a Deus pela vida da minha doula e amiga Fabíola, pelo casal mega especial Dra. Mayra e Dr. Rogério, aos meus amigos e familiares (ficaria difícil nomear todos aqui) que estiverem orando durante toda minha gravidez, acompanhando cada mês e recebendo Linda com tanto amor, e ao meu marido que apoiou minha mudança de rota, eu te amo!

Você já assistiu ao vídeo do parto da Linda? Não?! Então clique AQUI pra ver!



4 de ago. de 2017

Cadê a Maternagem Perfeita?


Eu gostaria muito de poder dizer que sou uma mãe que exerce a maternagem de forma impecável. Gostaria de dizer que falo manso durante 24 horas, que você pode chegar na minha hora em qualquer hora e vai encontrá-la arrumada, que rolo no chão todos os dias com as crianças e faço pratos saudáveis em todas as refeições. E você?

 Estou tão frustrada nesse exato momento...Sabe quando você se olha e começa a chorar, sentindo o peso e a frustração de não dar conta de algo? Ontem foi um dia desses. Tem acontecido tanta coisa e eu não consigo alcançar tudo. Sei que não preciso e nem devo almejar isso, mas quem disse que meu cérebro e coração de mãe entende? Vou explicar pra vocês...

As crianças se recuperaram de uma longa semana onde os três mais velhos estiveram doentes, depois eu fiquei doente e bum! Papai precisou ser internado. As crianças voltaram a rotina escolar e período de provas começou. Uma amiga ficou com eles durante umas duas horas para que eu visitasse meu marido, até aí, tudo ok. Quando minha amiga diz que ajudou Lídia a fazer um trabalho da escola que estava feito mas não corretamente, sinto um baque... Lembro perfeitamente do momento em que Lídia disse: "Mãe, me ajuda a fazer esse trabalho por que não estou entendo?" Na hora, eu estava tentado colocar Linda pra dormir e disse que ajudaria mais tarde. O dia correu, fui pro hospital e não a ajudei. Meu coração em frangalhos, agradece a ajuda da amiga mas me sentindo péssima por não ter ajudado a minha filha. 

 Resolvi desabafar com vocês porque sei que muitas mães vivenciam situações parecidas, enquanto lutam por exercer a maternagem da melhor forma, sempre fica faltando cobrir alguma área. E nos cobramos tanto... Eu estou me cobrando agora e por isso falo com propriedade! É tão difícil exercer uma maternagem perfeita. Terão muitos momentos de frustrações, de choros, de vontade de correr até sumir de vista (só não corro porque fico cansada só de pensar na ideia! Hahaha...), de se perguntar "onde foi que eu errei?", de se sentir uma zero à esquerda... Sinto muito em dizer, mas esses momentos vêem inclusos no "PACOTE DE MÃE".

 Eu choro, lambo minhas mágoas e me recomponho pois lembro de algo que li uma vez e foi um acalento ao meu coração. O texto de uma psicóloga dizia que é saudável para os filhos, verem que seus pais não são perfeitos, que eles falham, reconhecem os erros e pedem desculpas. Faz os filhos entenderem que os pais são humanos, como eles, diminuindo a distância entre pais e filhos. 

 Acordei e durante o café, pedi desculpas a Lídia por não ter ajudado quando ela precisou. Ela respondeu tranquilamente "Tudo bem, mãe! A tia me explicou e eu entendi". Ela levou tranquilamente aquilo, enquanto eu dormi chorando (Eita mãe! Rsrs...) Mas sabe o que aprendo com o texto da tal psicóloga? Que eu terei a oportunidade de corrigir minha falha e ajudá-la na próxima vez. A maternagem nos proporciona isso: aprender com os erros e construir novas oportunidades. 

 Mães, nós não somos e nem precisamos ser perfeitas massssss... sempre nos cobraremos por isso, faz parte! É uma luta constante do que sabemos contra o que sonhamos ser, a tal da Perspectiva versus Realidade, sabe? Então, curta sua "dor de cotovelo maternal" (fiz isso ontem!), respire, durma e acorde com as forças renovadas para novos desafios. Preferencialmente, respirando e repetindo: 

Não existe maternagem perfeita, existe uma mãe cheia de amor e coragem para aprender a dar o melhor de si! 
Um dia de cada vez! Um desafio por vez!


23 de jul. de 2017

Puerpério: Menos palpites, mais apoio


Preparamo-nos para a chegada do bebê, estudamos sobre amamentação, vacinas, roupinhas confortáveis e tantas outras coisas para que possamos receber nosso bebê da melhor forma. Mas se você tem se preparado com métodos que acredita ser o melhor e vá na contra mão do que a maioria usa ou faz, prepara-se para uma avalanche de dedos apontados e críticas sem fim.

 É engraçado como as pessoas gritam RESPEITO por toda parte mas quando se deparam com alguém agindo de maneira diferente delas, criticam sem medir as palavras e acham que temos a obrigação de ouvir. Seja porque optamos por amamentar em livre demanda, usar fraldas de pano, usar um método diferente de introdução alimentar e etc.

 "Você não vai dar suco para o bebê??? Antigamente não tinha essas palhaçadas!" 

Prepare-se para isso e muito mais...

 O problema não é somente as críticas sem fim, mas o que causa isso tudo. As mães puérperas já estão passando por um turbilhão de emoções, noites acordadas, aprendizado com essa nova mulher que se tornou após o nascimento do bebê e que acaba se fechando quando é atingida por esse bombardeio. Se já é difícil sem uma rede de apoio, imagine quando se fecha pra evitar toda essa pressão?

"Ah, mas eu só quero ajudar!" "Está tão fresca!" "Não posso falar nada!"

 É preciso entender que a puérpera precisa de apoio, não de críticas e opiniões que não foram solicitadas. SE ela quiser, ela vai pedir pra quem acredita ser a fonte que vá orientá-la. Quer ajudar? Chega e lava a louça pra ela. Ajude com as roupas sujas ou prepare um almoço. Tenho certeza que é tudo que ela precisa mas não tem forças pra pedir porque sabe que se fizer, virá todo o pacote de "conselhos" desmotivadores contra o que ela vem praticando na sua nova jornada como mãe. 

 "Mas eu já passei por isso e estou vendo que ela tá fazendo errado!"

 Por que essa nova mãe tem que fazer igual a você para acertar? Você acertou em tudo mesmo? Maternidade não vem com manual de instruções, mas temos nosso instinto materno para ajudar e muito profissional capacitado para nos orientar também. Deixe essa mãe andar com as próprias pernas e confie que ela está dando o melhor. Você passou por isso um dia e conseguiu. Ela também vai. Mesmo que não seja da mesma forma que você. 

 O mais duro é ver mulheres que já passaram pela mesma situação, agir assim com outras. Cadê a empatia???

 Não precisamos viver um puerpério de solidão, só precisamos que nos apoiem e respeitem nossas decisões. Nós geramos e parimos nossos filhos. Não há sentimento mais forte! Por isso, faremos de tudo para dar o nosso melhor a eles. Confie em nós!



20 de jul. de 2017

Temas para Festa de 1 ano - Meninos

 Oieee!!! Hoje o Diário está completando 1 aninho de vida! Nossa, como o tempo passou! Nada melhor que falar sobre festas para entrar no clima, né?

 Eu já havia publicado ideias de Temas para Festa de 1 anos para meninas, agora vamos ver alguns temas para meninos:

Ovelhinhas

Imagens: Amarelo Ouro

 Sou apaixonada por tons pastéis! Essa combinação de marrom com amarelo ficou bem delicada, juntando o branquinho das ovelhinhas, a decoração ficou um charme! 

Brinquedos Antigos

Imagens: Maíra BDecor
 Faz tempo que namoro esse tema e tenho vontade de adaptá-lo, algum dia, para fazer uma festa pra Elisa (acho a cara dela!). Essa ideia de resgatar brinquedos antigos é maraaa. Eu contrataria os animadores e pediria que fizesse somente brincadeiras antigas com as crianças! Amarelinha, pular corda, pique-bandeirinha... nossa, viajei aqui! Que saudade dessa época!

Elefante

Imagens: Amarelo Ouro
  De uns anos pra cá, tenho ficado fascinada pela cor cinza e essa junção com o azul ficou fofa demais. Usar elefantes como tema é bem diferente e uma graça.

Trenzinho

Imagens: Vestida de Mãe

Uma decoração rústica, saindo daqueles padrões de cores explodindo para todos os lados. Há cores, mas estão em harmonia e dando um ar bem clean. Amei!

 E vocês, já estão planejando alguma festa por aí?? Conta aí, qual foi o tema escolhido? Aqui, ando numa dúvida... Quanto mais temas eu pesquiso, maior a minha dúvida! Rsrsrs....

 Obrigada por estarem comigo durante esses 365 dias. Cada mensagem, curtida, conversas pelas redes sociais... têm sido gratificante pra mim! Um grande beijo!

17 de mai. de 2017

Dia Mundial de Doação de Leite Materno Humano

 Dia 19 de maio é comemorado o Dia Mundial de Doação de Leite Materno Humano, afim de promover e incentivar a doação. Vim falar com vocês sobre o assunto porque na semana passada, tornei-me uma doadora oficial e preciso contar a vocês que há muitos bebezinhos precisando de sua ajuda. Mas você pode falar "Carol, eu não produzo tanto leite ao ponto de sobrar pra doar". Informação é tudo e vamos esclarecer isso agora! ;)


 Nas primeiras semanas de vida do bebê, é comum as mães ficarem com seus seios enormes e pesados de leite. Isso se deve ao fato de que o corpo da mulher não sabe qual a quantidade suficiente é necessária para aquele bebê. Com o passar das semanas, uma rotina vai se criando e o corpo da mãe ajusta a produção segundo a demanda do bebê. É quando nossos seios já não ficam mais tão cheios, muitos aparentam estar bem murchos e muitas mulheres pensam estar com "pouca produção" ou o a famosa crise do "meu leite está secando".

 Diferente do que muitas acreditam, depois desse ajuste que o nosso corpo faz na produção de leite, aproximadamente 20% da produção de leite fica armazenada e os outros 80% são produzidos no momento que o bebê suga. Sim!! Quanto mais o bebê mama, mais ele produz. O que nos leva ao início da nossa conversa, lembra? Seu leite não acumula tanto porque seu corpo já ajustou a produção e se você amamentar e ordenhar, vai produzir o suficiente pra amamentar o seu bebê e doar para o banco de leite sim! 

Qual a importância do Leite Materno para bebês prematuros?


"As evidências científicas indicam que bebês prematuros e/ou com patologias que se alimentam de leite humano no período de privação da amamentação possuem mais chances de recuperação e de terem uma vida mais saudável. Com o leite materno, o bebê prematuro ganha peso mais rápido, se desenvolve com mais saúde e fica protegido de infecções.
Todo o leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado a uma criança, conforme rege a legislação que regulamenta o funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil, a RDC Nº 171. Após análises das suas características, o leite é distribuído de acordo com as necessidades específicas de cada recém-nascido internado.
O modelo brasileiro para Bancos de Leite Humano (BLH) é referência internacional e, desde 2005, o país exporta técnicas de baixo custo para implementar BLHs na América Latina, Caribe Hispânico, África, Península Ibérica e outros países." (Fonte: rBLH)

 Vejo que mais que uma comemoração, a semana do dia 19 de maio, é um movimento de apelo para que mais lactantes se sensibilizem e se tornem doadoras. Dificilmente você encontrará um banco de Leite que esteja com suas reservas quase cheias, pelo contrário, encontram-se quase vazias, com as pessoas envolvidas naquele trabalho clamando para que chegue mais doadoras.

 Se você está amamentando e quer ser uma doadora, há Bancos de Leite Humano em todo o Brasil. Você pode acessar a página oficial da rBLH Brasil, onde tem todas informações que você precisa e contatos do banco de leite mais próximo a você.


 Pra quem mora na Zona Oeste do Rio de janeiro, o Hospital Rocha Faria tem um Banco de leite com poucas doadoras e muitos bebezinhos internados precisando da nossa doação. A carência de leite é tão grande que a equipe vem até a nossa casa! Basta ligar para 2333-6797 ou 2333-6789 (ramal 5024) para agendar a visita. A equipe vai até sua casa levando todas as informações e o Kit para que você ordenhe e armazene o leite corretamente. Dentro de 10 dias eles voltam para buscar o leite retirado. Super prático e você faz tudo no conforto da sua casa. 

Lembrando que para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação.




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